Superdotado
Superdotados tem melhor desempenho em aulas especiais que lhes permitam desenvolver suas habilidades
O termo superdotado (português brasileiro) ou sobredotado (português europeu) faz referência a uma pessoa que possui capacidade mental significativamente acima da média. É diferente de uma habilidade, em que as competências são aprendidas ou comportamentos são adquiridos. Como um talento, a superdotação intelectual é a aptidão inata para atividades intelectuais que não podem ser adquiridos através de esforço pessoal. Pela estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Brasil de 3,5% até 5% das pessoas são superdotadas.
A superdotação pode ser geral ou específica. Por exemplo, uma pessoa bem dotada intelectualmente poderia ter um talento impressionante para a matemática, mas não as competências linguísticas igualmente fortes. Quando combinado com um desafio curricular adequado e as diligências necessárias para adquirir e executar muitas habilidades aprendidas, a superdotação intelectual muitas vezes produz sucesso acadêmico excepcional.
Índice
1 Inteligência
2 Identificação
3 Superdotação e Medicina
4 Superdotação e Sociologia
5 Superdotação e Psicologia
6 Superdotação e Pedagogia
7 Estratégias de ensino
8 Ver também
9 Ligações externas
10 Referências
Inteligência
Pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias, linguagens e aprender. Embora pessoas leigas geralmente percebam o conceito de inteligência sob um âmbito maior, na Psicologia, o estudo da inteligência geralmente entende que este conceito não compreende a criatividade, o caráter ou a sabedoria, no entanto superdotados são criativos, tem bom caráter e são mais sábios. Conforme a definição que se tome, a inteligência pode ser considerada um dos aspectos da personalidade. O psicopedagogo israelense Reuven Feuerstein1 afirma que a inteligência humana pode ser estimulada em qualquer idade. De acordo com sua Teoria da modificabilidade cognitiva estrutural, mesmo indivíduos considerados inaptos podem ter sua inteligência "expandida" adquirindo assim capacidade de aprender.
Identificação
O teste de Q.I. (quociente de inteligência), foi feito para medir a inteligência, mas não é exato e não pode avaliar todas as áreas de alto desempenho a pessoa tem, por isso não é adequada a avaliação de superdotação apenas com o teste, que é uma medida consagrada. Pelo teste WAIS que é o mais utilizado, se considera superdotado o indivíduo que apresente um resultado a partir de 130 de QI, com desvio padrão de 15 pontos, isso seria os 2% mais elevados. Várias ideias sobre a definição estão em desenvolvimento e melhores maneiras de identificar superdotação intelectual têm sido formuladas.
A principal motivação dos estudos é o reconhecimento precoce do potencial da pessoa a fim de que sejam proporcionados condições adequadas para o seu desenvolvimento. Para tanto os educadores podem, além da observação direta do comportamento e desempenho, fazer uso de escalas de características (método desenvolvido pelos pesquisadores Renzulli, Smith, White, Callahan, Hartman e Westberg onde o professor avalia a frequência com que aspectos relacionados à aprendizagem, criatividade e motivação são registrados no cotidiano dos alunos), questionários, entrevistas, ou conversas (profundas, prolongadas) com a própria pessoa, com a família, com os professores e testes, desde que usados mais como metáforas da vida real do que em busca de resultados numéricos absolutos.
Superdotação e Medicina
Na medicina considera-se importantes os estudos da estrutura da mielina dos neurônios e de um funcionamento mais otimizado do cérebro como as causas da capacidade superior. A diferença entre um indivíduo normal e um superdotado são as conexões cerebrais complexas e não a quantidade de neurônios como alguns pensam.
Superdotação e Sociologia
Quanto à sociologia, existem efeitos diferentes. Em alguns casos eles são acolhidos pela inteligência superior pelos grupos mais esclarecidos. Em outros, ele é rejeitado por motivos como falta de interesses partilhados, inveja, ciúme, etc..
Superdotação e Psicologia
Às vezes a superdotação não é reconhecida na infância e as crianças sobredotadas são por vezes diagnosticadas como tendo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, transtorno desafiador e de oposição, depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, ou outros problemas.
As Principais características dos superdotados:
Criatividade
Curiosidade
Boa memória
Obstinação
Fácil aprendizagem
Iniciativa
Impaciência
Inconformismo
Vocação para liderança
Senso de humor
Egocentrismo
Elevado senso crítico
Independência e autonomia
Alto desempenho em determinadas áreas
Amplo conhecimento geral
Difícil sociabilização por falta de interesses em comum.
Superdotação e Pedagogia
A própria Constituição Brasileira indica que todos os cidadãos devem receber educação adequada para atingir o seu potencial.
Em resolução do Conselho Nacional de Educação observamos: As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização de suas classes comuns: (..) IX – atividades que favoreçam, ao aluno que apresente altas habilidades/superdotação, o aprofundamento e enriquecimento de aspectos curriculares, mediante desafios suplementares nas classes comuns, em sala de recursos ou em outros espaços definidos pelos sistemas de ensino, inclusive para conclusão, em menor tempo, da série ou etapa escolar, nos termos do Artigo 24, V, “c”, da Lei 9.394/96.
“ Diferentemente da maioria dos países do mundo, a superdotação no Brasil é predominantemente ignorada, quando se trata da prática educacional. Órgãos encarregados do estabelecimento das diretrizes de Educação e Saúde têm como hábito incluí-la, quando deliberam sobre Educação Especial. Como nos casos das deficiências, a superdotação deve ser avaliada, oferecendo-se ao indivíduo condições educacionais adequadas ao seu potencial. Na prática, não é o que acontece, salvo em casos isolados muito raros. Num país pleno de carências, não se considera relevante o atendimento diferenciado a quem já foi privilegiado com um dom especial. Os superdotados estão escondidos nas salas de aula comuns, como se seus talentos fossem invisíveis.2 ”
Um estudo brasileiro em 2002 concluiu que a maioria dos professores do Brasil só possuem conhecimentos superficiais sobre superdotação, não sabem identificá-los corretamente, não sabem atender suas necessidades e não tem os recursos para estimular o desenvolvimento de suas habilidades.3 Um psicólogo escolar pode ajudar nessas questões.
Apesar de o número de alunos superdotados registrados pelo Ministério da Educação (MEC) ter quintuplicado em cinco anos (2005 - 2010)4 , passando de cerca de mil para 5,6 mil (0,01%), apenas uma pequena parcela da população com esse potencial tem acesso ao atendimento especial, garantido por lei. A Organização Mundial da Saúde estima que entre 1,5 milhão e 2,5 milhões de alunos no País tenham altas habilidades em pelo menos alguma área do conhecimento, e aproximadamente 8 milhões de pessoas no total.
Estratégias de ensino
Para atender as necessidades especiais de educação dos superdotados existem duas abordagens de ensino.
O enriquecimento curricular é o oferecimento à criança experiências de aprendizagem diversas das que o currículo regular normalmente apresenta. Isso é feito através de atividades extraclasse onde são apresentados conteúdos mais abrangentes e/ou mais profundos e são desenvolvidas atividades pedagógicas para criar um ambiente de aprendizagem desafiador para este aluno, despertando o seu interesse e para ajustar os níveis de aprendizagem requerida de acordo com as habilidades dos alunos. Pode ocorrer através de classes, monitorias ou tutorias individuais.
As classes de aceleração permitem ao aluno pular etapas da formação regulamentar. Existem diferentes estratégias para atingir este objetivo.5
Entrada mais cedo na fase seguinte do processo educativo (desde a educação infantil)
Pular séries e/ou graus escolares
Aceleração por disciplina (frequentar disciplinas mais adiantadas dos anos seguintes)
Formação de classes mistas (onde os mais novos possam trabalhar com os mais velhos, e mais avançados)
Estudos paralelos (frequentar o Ensino Fundamental ao mesmo tempo que o Ensino Médio,etc)
Estudos compactados (quando o currículo normal é completado em metade ou terça parte do tempo previsto)
Ingresso antecipado no Ensino Superior
No entanto no Brasil apenas 1 a cada 1000 superdotados tem acesso a esses benefícios.
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